Cagepa, Bradesco e Energisa lideram reclamações em ranking trimestral de do Procon-CG

Com o objetivo de munir o cidadão de informações antes de fechar qualquer negócio, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, através do Procon de Campina Grande, publicou o relatório trimestral de reclamações fundamentadas no órgão, referente ao período de 1º de julho a 30 de setembro de 2026. A iniciativa atende às diretrizes de transparência do artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), transformando dados burocráticos em um verdadeiro guia de proteção para a população.

No balanço do trimestre, os setores de serviços essenciais, financeiros e telecomunicações assumiram o topo dos problemas locais. A CAGEPA despontou na liderança do ranking, somando 73 processos abertos por consumidores insatisfeitos. No segundo lugar, destaca-se o Banco Bradesco, com 58 registros, seguido de perto pela Energisa, que garantiu a terceira posição com 55 queixas.

A sequência do levantamento aponta o Banco Itaú na quarta colocação, acumulando 42 reclamações. O setor de telecomunicações e grandes redes do varejo e serviços também marca forte presença: a operadora Vivo ocupa a quinta posição (31 processos), enquanto a empresa varejista Magazine Luiza figura na sexta colocação (28 registros).

Fechando o top 10 do trimestre, há empates expressivos: a Samsung e o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) dividem a sétima colocação, com 23 processos cada; a TIM e a Caixa Econômica Federal ocupam a oitava posição, com 19 ocorrências cada; a Amazon figura na nona colocação, somando 17 queixas; e a Claro encerra a listagem na décima posição, com 15 registros computados no período.

Confira o top 10 das empresas com mais reclamações no trimestre (julho a setembro de 2026):

Os motivos mais recorrentes nos balcões do órgão e também no Procon Digital envolvem cobranças abusivas ou indevidas, taxas embutidas sem autorização contratual, pane ou má qualidade na entrega de serviços públicos essenciais e a conhecida dor de cabeça para conseguir o estorno de valores pagos de forma errada.

Segundo o secretário de Defesa do Consumidor, Luciano Breno, o ranking funciona como um escudo preventivo para quem vai comprar ou contratar um serviço. Ele reforça que, caso o consumidor passe por problemas semelhantes, deve procurar o órgão munido de provas.

“É indispensável apresentar documentos pessoais acompanhados de notas fiscais, faturas, contratos ou números de protocolo que comprovem o vínculo e a tentativa de solução com o fornecedor”, explicou.

É sempre importante salientar que para registrar queixas, esclarecer dúvidas ou buscar orientações, o Procon Municipal de Campina Grande disponibiliza múltiplos canais de atendimento à população. O cidadão pode optar pelo acolhimento presencial na sede do órgão, localizada na Rua Prefeito Ernani Lauritzen, no Centro da cidade.

Para quem prefere a comodidade e a agilidade do atendimento remoto, as denúncias e reclamações também podem ser formalizadas diretamente por meio do telefone gratuito 151, pelo WhatsApp institucional, através do número (83) 98186-3609 ou acessando a plataforma Procon Digital, garantindo que todo consumidor tenha acesso rápido e seguro aos mecanismos de defesa dos seus direitos na palma da sua mão.